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Arte Suprema
o primeiro dia, em resumo
Imersão Michelangelo® + Renascence® do Dr. Lucas Luquetti, para médicos. O que foi apresentado no sábado, 31 de outubro de 2026, organizado por tema: fundamentos, marcação ao vivo, Renascence®, negócio e parceiros.
Sábado, 31 de outubro de 2026 · resumo feito a partir da transcrição ao vivo
em três blocos
autorais
paciente modelo
O dia em oito ideias
Para quem quer o resumo do resumo. Cada ideia é aprofundada nos capítulos seguintes.
- ITratar antes de desenhar
O estético é a cereja do bolo. Primeiro se regula e emagrece, depois se seca a gordura localizada com o Michelangelo® e, por fim, se desenha com o Renascence®.
- IITrês pilares em todo plano
Coerência metabólica, regulação inflamatória e visão de proporção. O corpo precisa "autorizar" o estético.
- IIIA metodologia está no desenho
A marcação parte da queixa, respeita o umbigo e a linha alba e define a dose pela prega. Cada paciente é marcado de um jeito.
- IVVetores sempre para cima
Com cânula, a entrada fica embaixo e o leque sobe, 1 ml por vetor, formando uma rede de sustentação contra a gravidade.
- VCinco sessões, a cada 15 dias
O intervalo deixa a cascata de inflamação acontecer. Cada sessão começa com uma nova avaliação: "toda sessão é um novo paciente".
- VIUm inflama, o outro regenera
O Michelangelo® seca a gordura com uma inflamação proposital, e o Renascence® regenera e desenha. Primeiro um, depois o outro, nunca na mesma sessão.
- VIIRegenerar, não só preencher
No Renascence®, o sangue do próprio paciente vira líquido regenerativo ou filler, usado na mesma sessão para volumizar e tratar a qualidade da pele.
- VIIIVender protocolo, não sessão
O tratamento é vendido completo, com as cinco sessões já na venda. Nicho, posicionamento e marca fazem o paciente procurar o método pelo nome.
O dia, hora a hora
Sábado, 31 de outubro. Toque num trecho ou num momento para ir direto ao resumo dele.
A beleza não é subjetiva.Dr. Lucas Luquetti, ao apresentar a visão de proporção
Da nutrologia ao método, e do método à marca
Na parte teórica, o Dr. Lucas Luquetti contou como as duas metodologias nasceram da demanda dos próprios pacientes, apresentou os pilares que sustentam cada plano de tratamento e abriu o que existe dentro da mescla do Michelangelo®.

Uma demanda dos pacientes virou protocolo
O caminho que ele percorreu, apresentado como modelo para quem quer criar a própria metodologia dentro da ética.
O paciente se perdia no caminho
Antes de operar, muitas vezes era preciso tratar uma comorbidade ou emagrecer. Encaminhado a outro profissional, o paciente resolvia o problema ou operava com outro cirurgião.
Acompanhamento de perto
Na nutrologia, no Albert Einstein, montou protocolos de emagrecimento e de comorbidades da obesidade, como diabetes e dislipidemia, com acompanhamento completo do paciente.
A gordura que sobrava
Quem emagrecia pedia para tirar, sem cirurgia, a gordura localizada que ficava: linha do sutiã, a "pochetinha", costas e abaixo do bumbum.
Teste, ajuste e patente
Depois de uma primeira experiência ruim com um produto do mercado, testou formulações com uma farmácia até os resultados superarem os efeitos indesejados. A fórmula é dele e é patenteada.
Se eu faço tudo, eu não sou bom em nada.Dr. Lucas Luquetti, sobre escolher o corporal como foco
O nome veio dos pacientes
O protocolo começou como uma forma ainda genérica de esculpir o corpo com enzimas. Quando a gordura localizada ia embora e aparecia um desenho, os pacientes diziam que estavam sendo esculpidos. Hoje o Michelangelo® é o protocolo que ele entrega aos colegas e a marca mais forte dele. Ele evitou usar o próprio nome para que cada médico leve o método à sua clínica.
O que sustenta cada plano
Valem para o Michelangelo® e para o Renascence®, e são o primeiro passo de todo plano de tratamento que ele monta.
Coerência metabólica
Comorbidades como diabetes e dislipidemia são tratadas antes. O estético é a "cereja do bolo" e só entra quando o corpo autoriza.
Regulação inflamatória
Todo procedimento causa trauma e inflamação. Num corpo que já está inflamado o resultado piora, por isso a inflamação precisa estar contida antes.
Visão de proporção
O médico trata a queixa do paciente, mas entrega a visão do corpo inteiro. Para ele, a beleza não é subjetiva.
Eu sei que esse corpo me autoriza a entrar na cereja do bolo, que é o estético.Dr. Lucas Luquetti
Médico da estética, com foco
Uma parte da manhã tratou de como o médico se apresenta e do espaço que a medicina pode ocupar na harmonização corporal.
Saber para quem se serve
O dele: quem já emagreceu e tem gordura localizada para eliminar, e quem tem um corpo bom e quer desenho e contorno. Quem diz que faz de tudo não tem foco.
Simples para o paciente
Ele se apresenta como "médico da estética" e deixa títulos e certificados no consultório. Excesso de títulos confunde quem procura o tratamento.
Treino, não dom
Posicionamento é dizer quem você é, qual é sua filosofia e o que você entrega. Não é estudar mais. Falar para a câmera e para colegas se aprende treinando.
Uma experiência
Com o foco definido, entregar o tratamento "numa caixa bonita", como uma experiência de bem-estar dentro da clínica.
Cobrar sem culpa
O médico foi educado a não falar de dinheiro. Receber por um trabalho que faz bem ao paciente é justo, e um antes e depois bonito precisa ser mostrado.
Harmonização corporal
Vai além da estética: otimizar a composição e a redução corporal para chegar a um físico equilibrado e saudável, com a parte médica regulada antes. A proposta é levar a harmonização para o corpo.
Quando a gente liga uma câmera, sobe num palco, tudo some. Isso é treino.Dr. Lucas Luquetti
Por que uma mescla
O produto do protocolo é o ExoVSlim, formulação patenteada produzida pela Promoitalia. Para ser um esvaziador de gordura, ele precisa ter ácido desoxicólico como base. Segundo o Dr. Lucas, esse ativo sozinho não funciona bem no Brasil, e por isso entram outros componentes que somam ação.
Ácido desoxicólico
Age como um detergente biológico e causa a lise dos adipócitos, com uma inflamação proposital.
Peptídeos
Agem pouco na gordura. O efeito esperado é na pele: colágeno tipo 1 e tipo 3 para sustentar a área esvaziada e evitar que ela despenque.
Enzimas
Colagenase, lipase e hialuronidase, para conter fibroses, nódulos e excessos de tecido deixados por cirurgias anteriores.
Aumento metabólico
Linoleato de carnitina, para o metabolismo seguir ativo até a sessão seguinte, mesmo se o paciente não treinar.
Na primeira formulação os componentes ficavam em duas ampolas. Hoje tudo vem numa só, o que facilita o trabalho.
- Não dói. Pode haver tremor, taquicardia leve, mais suor e mais urina, e tudo isso é esperado.
- Anestesia local, sem sedação, com agulhas e cânulas.
- O paciente pode ir direto para a academia.
- Três dias sem anti-inflamatório, para a inflamação proposital acontecer.
- Depois do procedimento, o ExoVSlim Gel, com peptídeos, continua a sustentação na derme, resfria a área e dá conforto.
Atenção: aplicação superficial ou em excesso causa danos. "Não é qualquer um que pode fazer."
Uma esteira de tratamento
O Michelangelo® seca o que precisa e revela a anatomia. Depois vem o desenho com o Renascence®. Quem só quer volume ou definição, como peitoral, gominhos ou deltoide, pode ir direto ao Renascence®.
Avaliação clínica, exames e bioimpedância. Pré-diabetes, dislipidemia e processos inflamatórios são tratados antes, com novos exames.
Secar a gordura localizada de forma progressiva e revelar a anatomia, em cinco sessões a cada 15 dias.
Volumizar e desenhar com material do próprio paciente, sempre respeitando a anatomia de cada um.
Primeiro eu vou tratar: eu emagreço, cuido de tudo. Quando puder, eu desenho.Dr. Lucas Luquetti
A conquista do protocolo
Quem trata a primeira etapa vê o estético como uma conquista, e isso cria vínculo e confiança. Ele contou o caso de um paciente que chegou pedindo o protocolo na hora e passou cerca de cinco meses no emagrecimento antes de "conquistá-lo". Se o tratamento não for coerente, não se faz: nada de "empurroterapia".
Resultados sem cirurgia
Na manhã ele mostrou casos de pacientes, com a sequência de cada tratamento. Os nomes ficam de fora deste resumo.
Fibrose depois de duas lipos
Uma lipo tradicional e uma lipo HD deixaram fibrose e um desenho fora da anatomia. Um mês depois do Renascence®, pele, cintura e gominhos estavam restaurados.
Véu abdominal no caminho
Paciente com diabetes, dislipidemia e desregulação hormonal. Quando a barriga começou a ficar em véu, o protocolo entrou junto do emagrecimento, sem cirurgia de retração.
Do zero ao desenho
Chegou sem nenhum hábito saudável, querendo tirar uma barriga que nunca perdia. Primeiro só emagreceu, até sobrar a gordura localizada.
Depois de perder 60 kg
Gêmeos que emagreceram cerca de 60 kg com outro profissional e ficaram com a pele flácida melhoraram no consultório, sem cirurgia.
Desenhado, não atlético
Uma paciente que queria voltar a treinar passou também pela ginecologia e por ajuste hormonal. O desenho teve sombras e detalhes menos agressivos.
Cinco sessões em três meses
Uma paciente veio dos Estados Unidos e ficou quase três meses para fazer as cinco sessões a cada 15 dias, sem cirurgia. Depois buscou um aspecto mais feminino, com acinturamento.
Tudo o que a gente fez foi respeitar a anatomia.Dr. Lucas Luquetti
O que é esperado e o que é risco
Uma pergunta da plateia levou ao tema. A resposta separou o que faz parte do processo do que acontece quando a técnica sai do lugar.
A nodulação depois do procedimento
Avisar o paciente antes: vai nodular e depois vai arrumar.
O pós-imediato fica cheio de "bolinhas", porque a cicatrização regenerativa é irregular, como a casca de um joelho ralado.
Em alguns pacientes passa em dois dias. A média é de duas semanas, com massagem modeladora, feita por um profissional ou pelo próprio paciente no banho.
Se em cerca de duas semanas a evolução não for a esperada, é hora de investigar.
O tecido errado
- O Michelangelo® tem boa margem de segurança, desde que a aplicação seja no tecido correto.
- Enzima lipolítica aplicada de forma superficial pode causar necrose.
- No Renascence®, por ser um processo autólogo, intercorrência inesperada é muito rara.
- Em abdômen deformado por lipoaspiração, usar ultrassom para achar a anatomia é "o ouro do ouro". Sem o aparelho, o desenho sai do conhecimento anatômico, e alguns pacientes precisam de estimulação com corrente russa, ou de treino, para que se consiga palpar.
- Pela anestesia e pelo inchaço, o paciente pode se assustar no espelho. O resultado mais bonito vem depois e segue melhorando com a qualidade do tecido.
A metodologia está no desenho
Depois do almoço, com uma paciente modelo no palco, o Dr. Lucas fez a marcação ao vivo e respondeu às perguntas dos médicos. A execução com a mão se aprende rápido, por repetição. O que diferencia o resultado é a forma de pensar a marcação.
Existe, de fato, uma forma da gente pensar, e não de seguir, como uma receita.Dr. Lucas Luquetti
Da queixa ao desenho
Cada paciente é marcado de um jeito: duas mulheres com a mesma idade, altura e peso provavelmente terão marcações diferentes.
Ir na queixa. Perguntar o que mais incomoda. Tudo o que se faz é direcionado a resolver essa queixa, e o esvaziamento começa onde incomoda.
Marcar onde nunca aplicar. Uma margem de cerca de 1 cm em volta do umbigo e a linha alba. "Isso sim é uma receita", vale para todo paciente.
Palpar a prega. Densidade e tamanho da prega definem a quantidade de produto.
Marcar o que é bonito. Início do reto abdominal, margens e inserções, para realçar. Num homem, todos os pontos palpáveis da musculatura e dos gominhos. O sombreamento também conta.
Delimitar a loja. Separar a área em setores e palpar até a crista ilíaca, para abordar a loja inteira.
- Não aplicar: umbigo e linha alba
- Loja: a área de gordura delimitada na palpação
- Vetores da cânula: entrada embaixo, leque para cima
- Pontos com agulha: a cada 1 cm, dose pela prega
Uma rede de sustentação
Não basta esvaziar, como nas enzimas antigas, em que se fazia um quadriculado de agulhadas. Quando a paciente já tem peso abdominal, a ideia é construir uma rede que sustente a pele para cima, com a parte mecânica e o peptídeo a favor.
Sempre leque localizado para cima, para tentar amarrar, vencendo a gravidade.Dr. Lucas Luquetti
Botão anestésico no ponto de entrada. Quando a pápula sobe, a anestesia está feita.
Entrada sempre embaixo da loja, no subcutâneo. O produto se dispersa onde fica o furo da cânula, então trabalhar embaixo faria a parte de baixo pesar.
Leque sempre para cima, nunca para baixo, com 1 a 1,5 cm entre um vetor e outro, até cobrir a loja.
1 ml por vetor. Se um lado é maior, ajusta-se o volume, por exemplo 3 ml de um lado e 4 ml do outro: "a paciente nunca vai ser simétrica".
Injetar durante o movimento da cânula, que fere o tecido de propósito para ele se reconstruir, olhando a seringa até o volume planejado e sem retroinjeção.
Conferir o plano. A cânula tem que deslizar. Se trava, se a pele faz prega ou se há "creque-creque" sem nodulação prévia, retirar e refazer.
Não diluir. No Michelangelo® a mescla vem pronta. A diluição fica para o Renascence®.
A dose acompanha a prega
A palpação é sempre pela prega. Os pontos ficam a cada 1 cm, e a dose de cada ponto é contada nos tracinhos da seringa de 1 ml: prega densa leva mais, e a dose cai conforme a prega diminui ao longo da região.
- Com prega acima de 3 mm já dá para atuar, inclusive em prega pequena e densa.
- O resultado vem por etapas: a prega diminui, faz-se de novo e, quando zera, para-se de atuar ali.
- A partir de certa quantidade por ponto o resultado não muda: "o que muda é o método".
- Na gordura do sutiã, agulha e dose baixa, porque a cânula seria desconfortável e a região não tende à flacidez.
0,05 ml0,04 ml0,03 ml0,02 mlPrega menor
0,01 ml
Tracinhos da seringa de 1 ml, como explicado no palco. Na plateia, a mesma conta foi confirmada em unidades da seringa de insulina.
Toda sessão é um novo paciente
O protocolo tem cinco sessões, com intervalo de 15 dias para a cascata de inflamação acontecer e o corpo "respirar" entre inflamar e desinflamar. Dá para agilizar, mas ele prefere espaçar, com dieta anti-inflamatória no intervalo.
Quantidade progressiva
O tratamento é vendido como protocolo, não por área nem por quantidade de produto. A caixa tem cinco ampolas: pode-se usar mais na primeira sessão e talvez só uma seringuinha na última.
Planejar com a paciente
O produto não é infinito. Avalia-se o corpo todo, começa-se pela queixa principal e decide-se com a paciente o que vem nas sessões seguintes, como as costas.
Se ainda houver o que tratar
O resultado pode aparecer na segunda, na terceira ou na quarta sessão. Se depois da quinta ainda houver o que tratar, indica-se outro protocolo 15 dias após a última sessão.
O protocolo é a cereja do bolo
Ele complementa um processo. Em paciente inflamado ou parado, não muda nada.
Quando fazer
- Paciente regulado e em processo de emagrecimento, inclusive no meio dele, para potencializar a queima.
- Se outro colega acompanha o paciente, conversar com ele e discutir os exames antes de começar.
- Exames básicos, como ferro, ferritina e HDL, e checagem de comorbidades. Não é preciso pedir tudo, como numa cirurgia.
- Na retração manual, a cintura aparece: o protocolo provavelmente chega lá.
Quando não fazer ou esperar
- Paciente inflamado, desregulado ou que não está fazendo nada para emagrecer.
- Gestantes. Lactantes também foram citadas, num trecho que a transcrição não captou bem.
- Se a retração manual não mostra a cintura, talvez não seja o momento: pode ser gordura visceral, que pede outro tratamento.
- No lipedema o esvaziamento funciona, mas dói e incha mais. A paciente precisa ser avisada.
Se ele estiver inflamado, isso aqui só vai inflamar.Dr. Lucas Luquetti
Amarrar a cintura, manter os traços
Com a paciente de lado, braço para cima, e depois de costas, a marcação mostra onde a gordura se acumula e onde está a cintura.
Retração manual
Puxar com a mão mostra onde fica a cintura e o que está sobrando. A mulher acumula numa curva que dá volume ao quadril. O homem acumula no flanco, a "pochete".
A vetorização é uma flechinha
Esvazia-se onde acumula e vetoriza-se para cima, com 1 a 1,5 cm entre vetores, para "amarrar" a cintura, com pontos de 5, 4 ou 3 conforme a prega. "Vetorização é sempre uma flechinha para onde se quer levar."
Não tirar em cima e embaixo
Tirar gordura em cima e embaixo ao mesmo tempo deixa a paciente "reta" e apaga os traços femininos. Na primeira sessão, ver como ela responde antes de pensar num esvaziamento total.
Se eu tirar em cima e tirar embaixo, eu deixo ela reta. Vai perder os traços femininos.Dr. Lucas Luquetti
Cada área pede um raciocínio
A marcação começa perguntando a silhueta que o paciente quer. No homem, em geral cintura reta e dorsal mais larga. Na mulher, a ampulheta, mas há quem prefira ficar reta. A marcação é feita com a paciente só de calcinha e o braço ao lado do corpo, porque roupa apertada cria divisões que atrapalham.
Trata-se mais do que na frente
A prega é densa, alta e larga. E toda vez que se trata a parte de trás, a da frente melhora.
Avaliar antes de tirar
A gordura logo abaixo do glúteo pode estar sustentando o glúteo. Tirá-la pode fazê-lo cair. Por segurança, vetores com cânula para o lado e para cima, como uma amarração.
As primeiras a sair
A gordurinha acima do joelho e a da linha do sutiã costumam ir embora entre a segunda e a terceira sessão, com aplicação direta com agulha.
Amarrar junto ao tríceps
A região precisa de sustentação: vetorização com cânula para criar uma rede de apoio.
Sombra e luz
Pontos com quantidade mínima nas inserções criam sombra e acentuam os vincos. As áreas abauladas são pontos de luz. Depois, emagrecer ou ganhar músculo só melhora o resultado.
Frente e costas, depois lapidar
Resolver primeiro frente e costas e só então lapidar onde sobra. Tratar só embaixo pode deixar o "estômago alto".
O glúteo é o novo rosto da estética
O protocolo para glúteos foi apresentado pela convidada Priscila de Sá, farmacêutica, que trabalha com ele desde 2023. O emagrecimento "mudou os corpos" e tira volume da região, e por isso a demanda cresceu. Envelhecimento, horas sentado, alterações hormonais e os septos fibrosos da anatomia feminina completam as causas.
A base de tudo, "como a estrutura de um prédio". Fase 1 no subcutâneo, com cânula: bioestimulador, precursores de colágeno, aminoácidos e peptídeos. Fase 2 intramuscular, de suporte metabólico, a cada 15 dias.
- II · Bioestimulador à parte, como hidroxiapatita ou PLLA, quando a flacidez é grande.
- III · Ácido hialurônico, escolhido pela camada: mais firme no plano profundo, para projetar, e mais leve na curva do glúteo, para não fazer grumos. "É a cereja do bolo, e a parte mais cara."
- IV · Estímulo muscular. "Não tem como atender paciente que não treina." Os retornos servem para conferir o treino.
- V · Tecnologias complementares, como plataforma vibratória e eletroestimulação, feita antes do preenchimento.
Então é isso: nem tudo é o ácido hialurônico.Priscila de Sá
Arredondar, não transformar
A intenção não é mudar o formato anatômico da paciente. Dá para arredondar um glúteo quadrado e devolver projeção, sempre a partir da avaliação individual.
Até 40 a 60 ml, tudo junto
Até essa faixa, mescla, bioestimulador e preenchimento entram na mesma sessão. Acima disso, o tratamento é fracionado, para não provocar uma cascata inflamatória grande.
Soltar, não encher
Septo fibroso não se resolve com enchimento: é preciso soltar, com agulha, porque a cânula de ponta romba não solta. Em geral leva mais de uma sessão, por causa da equimose. O bioestimulador entra antes.
Projetar e soltar
Pertuito aberto com agulha, entrada com cânula e técnica de torre, soltando os septos ao puxar a cânula. Na mesma sessão podem entrar o bioestimulador ou a mescla, e o preenchimento fecha.
Lidocaína com moderação
Em volumes grandes, não usar só preenchedor com lidocaína, pelo risco de taquicardia e mal-estar. Há preenchedores sem lidocaína.
A prega infraglútea
Traçada uma linha no meio do glúteo, a prega que passa dela mostra a flacidez. Só preencher, nesse caso, projeta em cima mas não trata a causa.
A caixa como produto
A paciente "compra" a caixa do protocolo e vê resultado logo no pós-imediato. Quem emagreceu com o médico já confia nele, e o glúteo é o passo seguinte natural.
Michelangelo não criou Davi. Ele revelou o que já estava no mármore.Frase da apresentação do Face de Davi
Na manhã, o Dr. Lucas usou a mesma imagem para o corpo: o escultor não criava os corpos, só tirava os excessos até a obra aparecer.
Regenerar, reorganizar e revelar
O protocolo mais novo do Dr. Lucas, criado há cerca de seis meses e apresentado pela segunda vez a uma turma de médicos. Ele usa material do próprio paciente para volumizar e desenhar, tratando ao mesmo tempo a qualidade da pele.
O futuro da estética não está apenas em preencher ou remover. Está em regenerar.Vídeo de apresentação do Renascence®

Depois de secar, desenhar
O Renascence® foi pensado para quem já passou pelo Michelangelo® e quer mais definição e contorno muscular. Quem só quer volume ou definição pode ir direto a ele.
Do cabelo e do rosto para o corpo
A tecnologia de exossomos era usada lá fora sobretudo em cabelo e face, com protocolos de regeneração. A proposta foi juntar o regenerativo com a estética do corpo, usando moléculas e não células puras, aplicáveis no consultório.
Líquido não segura contorno
O líquido dos exossomos funciona muito bem como regenerativo, mas não dura como modelador de contorno. Por isso ele foi transformado numa pasta, intensificada para ser usada como um ácido hialurônico: o ExoFiller.
Fluxo completo
Avaliação clínica, exames, bioimpedância e estrutura de cardio e fisio antes da coleta. Depois da avaliação, o processo leva no máximo cerca de duas horas, e o paciente sai com o desenho corporal feito.
Áreas mais procuradas e exemplos citados. O glúteo é possível, mas exige muito produto e muito sangue, com risco de anemia, e ainda é uma barreira.
Em sequência, nunca juntos
Um protocolo inflama e o outro regenera. Por isso eles não entram na mesma sessão: primeiro se seca a gordura e, quando o uso de produto já caiu, parte-se para o desenho.
Inflamatório
- Quando: há gordura para tirar, como no flanco.
- Resultado: a retração aparece aos poucos, entre a segunda e a quarta sessão.
- Depois: o paciente pode sair do consultório e treinar. Ele sugere marcar de manhã.
Regenerativo
- Quando: o paciente já está seco e quer o desenho, ou a gordura zerou nas sessões do Michelangelo®.
- Resultado: aparece na hora, e o erro também. Por isso o desenho é conferido antes.
- Depois: três dias sem treinar abdômen. Andar e correr, pode.
Michelangelo é inflamatório. O processo do Renascence é regenerativo. Se eu faço os dois, eles vão confundir, e aí nada vai funcionar.Dr. Lucas Luquetti
Do sangue ao produto
O processo foi descrito pelo Dr. Lucas e pelo representante da Lipocube, fabricante do ExoCube. Tudo acontece em sistema fechado, no próprio consultório, com uma sala de procedimento.
- 1Coleta
Três caixas de tubos a vácuo, 18 tubos com 8 ml de sangue cada, com gel separador. A coleta vem antes da marcação, e a equipe processa enquanto o médico desenha.
- 2Centrifugação única
3.500 rotações por minuto, por 10 minutos, em centrífuga de rotor basculante, com o tubo a 90 graus.
- 3Filtragem
O plasma é coletado com seringa, sem abrir o sistema, e passa pelos filtros do kit em seringas de 20 ml.
- 4Aquecer e resfriar
Na mesma máquina, o aquecimento e o resfriamento densificam o material e reduzem o volume.
- 5Produto de uso
De 20 a 25 ml, usado na mesma sessão. Nunca se guarda nem se usa em outro paciente.
Tempo de uso
O preparo pode ser usado por uma a duas horas. Por ser sangue, parado por muito tempo ele oxida. Se passar disso, prepara-se de novo.
Duas horas do dia
O que mais toma tempo é o preparo. A aplicação, toda feita à mão, leva cerca de meia hora. Para o paciente, ele diz que são "duas horas do seu dia".
Sistema fechado
Segundo a fabricante, como o sistema nunca é aberto, não há contato com o ar e o preparo dispensa capela estéril. A centrífuga e o aparelho que aquece e resfria são um de cada por clínica, não por paciente.
A hidratação do paciente influencia o quanto se separa na centrífuga. Com outra centrífuga, segundo o Dr. Lucas, é provável perder muito material.
Líquido ou filler
Do mesmo preparo saem dois usos. Segundo o Dr. Lucas, os exossomos liberam os mesmos fatores de crescimento esperados do PRP, com muito mais potência.
Regenerar e estimular colágeno
- Regenera mais que o filler, porque densificar, aquecer e resfriar mata parte das células.
- Usado puro, no subcutâneo superficial, no lugar de um bioestimulador, "apenas para bioestímulo de colágeno".
- É a base do protocolo regenerativo: reconstruir o tecido depois de retirar uma fibrose.
- Sem densificação, dispensa anestesia. O paciente é avisado de uma coceira leve.
Volumizar e tratar a pele
- Densificado, vira um filler usado como o ácido hialurônico, com fatores de crescimento.
- Além de volume, trata a qualidade da pele. Ele usa também para flacidez.
- Lidocaína quando incomoda ou quando é preciso descolar a pele do músculo, como em quem já fez cirurgia ou tecnologia.
- O pós-imediato incha. O resultado mais bonito vem depois e segue melhorando.
Vai ficar bonito na hora, e vai ficar muito mais bonito daqui pra frente.Dr. Lucas Luquetti
Autólogo e ácido hialurônico
Como o Dr. Lucas comparou o material do próprio paciente com o preenchedor sintético.
| Material do próprio paciente | Ácido hialurônico | |
|---|---|---|
| Origem | Sai do paciente, é processado fora e volta para ele | Sintético |
| Volume | Se faltar, coleta-se um pouco mais na hora, dentro do limite de segurança | Volume fixo, de valor alto |
| Pele | Volumiza e melhora a qualidade do tecido | Volumiza |
| Resíduo | "Se ficar resíduo, está ótimo. É seu." | |
| Rejeição | Muito baixa, mas não é zero, por causa da manipulação externa | |
| Duração | Não há como medir quando os fatores de crescimento param de agir. Com treino e bons hábitos, o resultado dura muito mais. Sem mudança, some em 3 a 4 meses, "igual ácido hialurônico". | |
Luz, sombra e anatomia
O desenho é pensado em luz e sombra, com conhecimento das divisões musculares: volumizar o que deve aparecer e trabalhar sulcos para criar sombra.
Não inventar gominho
Dá para regularizar uma assimetria, mas não criar gominho onde não existe. Isso desfigura, e depois o paciente cobra.
Cinturão de colágeno
Ele não desenha o serrátil, que se conforma conforme a gordura. Prefere vetores de ancoragem perto do serrátil, do arco e na região posterior, para cima.
Nada na pele umbilical
Para o umbigo caído, nada de bioestimulador, tecnologia ou vetor direto na pele do umbigo.
Uma área por dia
Peitoral e abdômen, por exemplo, são dois tratamentos, em dias separados. Se faltar produto para o resultado prometido, o médico abre mais tubo.
Thunderbolt Boost
Agulhamento com radiofrequência, usado para colar a pele e tratar flacidez. No Michelangelo®, pode entrar na mesma sessão. No Renascence®, não na área recém-volumizada, porque o volume precisa se estabilizar. Para ele, a tecnologia não é indispensável: é um uso somativo.
Do marcado ao sutil
O desenho segue o que o paciente quer, do mais marcado ao mais sutil. Num corpo feminino, sombras e detalhes podem ser menos agressivos. Num paciente que ainda vai emagrecer, desenha-se pensando também no corpo que ele vai ter.
Desenhar, conferir e só então aplicar
Com um modelo no palco, o Dr. Lucas mostrou o desenho dos gomos e a aplicação. "É individual, é muito individual": num paciente que já tem musculatura, o trabalho é acentuar. Num paciente sem músculo aparente, é preciso mais produto para criar volume.
Começar pela linha alba, deixando quase 2 cm sem produto. Todo abdômen se insere nela.
Inserções com angulação, nunca retas, de gomo a gomo, com o paciente contraindo.
O peso do músculo é sempre inferior: a maior área a preencher é a de baixo.
Conferir em movimento. O paciente levanta, contrai, gira e faz pose. Se o desenho não acompanha a anatomia, refaz. É a etapa que mais leva tempo.
Combinar no espelho: "é isso que você quer?"
- Anestesia: um único pertuito, com cânula, e Klein simplificado, soro e lidocaína com vasoconstritor meio a meio. Arde por uns dois segundos, e é o único momento que arde.
- Plano: subcutâneo superficial, começando por baixo, para o produto agir também na derme. Cerca de 1 ml por vez, observando o volume.
- Estruturar e lapidar: primeiro todos os gomos, sem deixar um pronto e outro vazio. Depois, ajustes onde precisa de mais ou de menos, até ficar simétrico.
- Na mulher: em geral quatro gomos, de aparência triangular, sem desenhar a musculatura inteira, para não masculinizar.
- Natural: a divisão inferior do abdômen, que só fisiculturista tem, não se desenha.
O rosto de quem emagrece
Depois de resolver o corpo, o rosto não fica de fora. O protocolo da clínica para a face foi apresentado pelo Dr. Cássio Montalvão, cirurgião-dentista. O alvo é o paciente que emagrece rápido, muitas vezes com as canetas emagrecedoras, e vê o rosto esvaziar.
- O rosto começa a esvaziar depois de cerca de quatro meses de caneta, com queda de cabelo e mais flacidez.
- Sinais mais comuns: aumento do bigode chinês, perda de estrutura da têmpora e perda de continuidade do malar.
- Quem já fez esvaziamento facial pode ficar com aspecto "cadavérico": conquista o corpo, mas diz que se sente doente.
Não é se o paciente vai envelhecer. É o quanto.Frase da apresentação do Face de Davi
"Preparar o mármore": tratar a flacidez e nutrir a pele.
Reposicionar com fios e tecnologias.
Devolver volume em pontos estratégicos ou, em alguns casos, remover.
Retorno em cerca de um ano, sem precisar de muito mais.
Antes do rosto, integração: consulta médica para regular e desinflamar, e nutricionista, sobretudo para quem usa as canetas. No preenchedor, o inchaço é usado a favor e explicado antes. "Quantidade não quer dizer qualidade": muitas vezes é preciso colocar menos.
Cabelo: o ExoCube entra primeiro, pelo resultado mais rápido, e o PRP vem depois de cerca de três meses, na manutenção, porque antes disso o primeiro ainda está agindo.
Vender protocolo, não sessão
A gestão atravessou o dia todo: como vender e precificar o tratamento, como girar o estoque, como transformar o protocolo em marca e como ser encontrado pelo paciente.
A gente não pode prometer resultados, por conta de ética, mas é o resultado que faz vender.Dr. Lucas Luquetti
O paciente compra o protocolo
Quando o paciente pede "uma sessão", a resposta é que a clínica vende o protocolo. Vender por sessão é "uma armadilha muito perigosa": duas sessões podem não chegar a um resultado decente e deixar médico e paciente infelizes.
Não vendo uma sessão. Estou vendendo um protocolo.Dr. Lucas Luquetti
Preço em número redondo, para o protocolo inteiro.
Na venda, já dizer que são cinco sessões, com parcelamento ou plano se for preciso.
Fazer as cinco, mesmo que o paciente esteja feliz na terceira.
No Renascence®, cobrar por área: cada área é uma caixa e um tratamento. Fazer pouco agora e completar depois exige duas caixas.
Não fazer "empurroterapia". Se o tratamento não for coerente para aquele paciente, não se faz, e indica-se outro profissional.
Cobrar sem culpa. Receber por um trabalho que faz bem ao paciente é justo.
O intervalo de 15 dias trabalha para a clínica
O Michelangelo® nasceu quando ele precisava de giro de caixa na clínica. Como as sessões são a cada 15 dias, uma caixa permite começar o protocolo de vários pacientes e repor o estoque antes da sessão seguinte.
- 1Uma caixa, vários pacientes
A caixa tem cinco ampolas. Com ela, faz-se a primeira sessão de até cinco pacientes.
- 2Repor em poucos dias
A caixa seguinte, pedida logo, chega em cerca de três dias, antes do retorno dos pacientes.
- 3Menos produto a cada sessão
As primeiras sessões gastam mais, porque há mais gordura. As últimas, às vezes, só uma seringuinha.
- 4Produto reservado
A equipe contabiliza o produto de cada paciente até a última sessão, com o estoque alinhado à agenda.
A coluna dorsal da clínica
O Michelangelo® gasta mais e exige mais trabalho e acompanhamento, mas é o que mais vende. O paciente que chega por ele também procura outros serviços e recebe indicações, como nutrólogo e fisioterapia, conforme a necessidade.
Pacientes de outras cidades
Consulta e exames antes, com a consulta cobrada. Se o médico não puder acompanhar o paciente, a orientação é indicar um colega mentorado.
A compra do resultado, não da seringa
No Face de Davi, a clínica vende planos. Eles garantem um resultado mínimo satisfatório e a condução do paciente mês a mês, para o público que valoriza cuidado contínuo e não pensa no valor de cada sessão. A venda parte da escuta e, na clínica, é feita pela equipe comercial.
- Visita mensal à clínica para os procedimentos do plano.
- Indicação, não calendário: cada procedimento entra quando é indicado, respeitando os intervalos de cada técnica.
- Sem estorno: se o paciente não usar algum item, não há abatimento. "Ele está comprando um protocolo", e a clínica entrega o resultado.
- Porta de entrada: o plano mais simples abre caminho para o mais completo.
- Rentabilidade crescente: os primeiros meses gastam mais produto. Depois vêm pequenas intervenções, e no ano seguinte o paciente deve precisar de cerca da metade.
Um método que o paciente pede pelo nome
O Michelangelo® é uma metodologia autoral. Quem aprende pode executá-lo e usá-lo como marca no consultório, e o nome facilita que pacientes e colegas reconheçam e procurem o protocolo.
Dentro de uma clínica ou numa nova
A marca está se tornando franquia, com estrutura e passo a passo para o paciente e para o médico. Pode entrar numa clínica que já existe ou dar origem a uma nova.
Grupo de mentorados
Os participantes passam a fazer parte dos grupos de mentorados, com o apoio da marca quando precisarem. A clínica dele também indica pacientes aos colegas formados.
Tudo passa pelo crivo médico
No encerramento, o Dr. Lucas disse que tudo o que foi apresentado é o que ele usa de fato, e que cada processo do Arte Suprema tem a sua chancela e é controlado de forma médica. Divulgar resultados com os nomes Michelangelo® e Renascence® fica com quem segue no ecossistema da mentoria.
O protocolo Michelangelo é metodológico. Se isso aqui surgir, a gente só adiciona.Dr. Lucas Luquetti, sobre novidades como peptídeos e novas moléculas
O maior desafio é aplicar
Antes do café, Ariane, que trabalha há 14 anos no mercado da saúde com marcas de profissionais, falou do passo seguinte ao curso: levar o protocolo para dentro da clínica. Pelo que viu em turmas anteriores, quem não vende o primeiro caso em poucas semanas tende a desanimar.
O maior desafio dos doutores é de fato aplicar.Ariane
Seis meses de alta procura
Verão, férias, praia e carnaval abrem uma janela de cerca de seis meses que pode ser o auge de venda do ano para tratamentos corporais. Emagrecer ficou fácil, e agora quem emagreceu quer tratar as consequências: o culote que não sai, braço e abdômen definidos.
- Eu me sinto de fato confiante para aplicar?
- Como vou atrair esse paciente?
- Como encaixo o protocolo na jornada da minha clínica?
- Como me posiciono para que entendam que eu executo esse protocolo?
Atender rápido e aparecer na busca
No fim do dia, a Agência Diamante mostrou o que encontrou ao se passar por paciente nas clínicas dos participantes e entregou a cada médico um convite com QR Code para testar um agente de atendimento montado para a sua clínica. Nada disso é obrigatório: é uma possibilidade aberta aos participantes.
O que o paciente oculto encontrou
- Muitas clínicas demoram a responder, e algumas chegaram a bloquear os números usados no teste.
- Com a concorrência alta, a rapidez conta. O agente de atendimento responde a qualquer hora e marca a consulta em tempo real.
- O agente de cada participante já veio com o nome da atendente, o valor da consulta, o que ela inclui e a forma de pagamento da clínica.
- Vale pedir esse retorno no particular: às vezes o médico investe e não sabe o que acontece no atendimento.
O protocolo como palavra-chave
Nome do protocolo no site, como palavra-chave, para aparecer para quem busca na região.
Perfil completo no Google, com todos os protocolos e serviços, catálogo e opção de agendamento.
Postagens no feed do Google citando o protocolo. O Google também tem feed.
Avaliações que digam o que foi feito, por exemplo "fiz o protocolo Michelangelo com o doutor".
Não basta ser, tem que parecer
Um painel de perguntas e respostas reuniu Ariane, de marca e posicionamento na saúde, o alfaiate Ricardo Freitas, Dan, especialista em vídeo, e Tomás, da Agência Diamante, com a condução do sócio Douglas Scornavaca. As ideias abaixo são do painel como um todo.
A métrica que paga a conta
Retorno vale mais que volume. O vídeo que viraliza costuma trazer audiência curiosa e pouco qualificada. A métrica que importa é a que vende, por isso não há intenção de viralizar.
Gravar logo depois da consulta
Com o celular, respondendo às perguntas que o paciente acabou de fazer: ali está a dor real. Os vídeos mais produzidos constroem o posicionamento e ajudam quem não conhece o médico a validá-lo.
Ângulo e lente
Gravar de cima para baixo diminui quem aparece. A lente 0.5 distorce as bordas. Na câmera de zoom, no 2x ou no 4x, com alguém gravando, "todo mundo fica mais bonito".
A roupa também comunica
Quem olha está lendo você pelo jeito como se veste. A alfaiataria moderna, calça de alfaiataria com blazer, coloca a pessoa na frente da roupa. Cada um deve respeitar o próprio tom de voz.
Live todos os dias
Uma live isolada não resolve. A sugestão é abrir live diariamente, fora do horário de atendimento, com os assuntos da semana. No começo entra pouca gente, e é a continuidade que traz resultado.
O TikTok também é busca
A audiência é a mesma, só mudou o canal: as pessoas pesquisam no TikTok. Quem procura o protocolo pode encontrar um concorrente da região em vez do médico.
Um vídeo bonito chama a atenção. E com estratégia, ele te posiciona. E te posicionar te faz ser lembrado.Frase do painel
O ecossistema em volta do método
Na abertura, o sócio Douglas Scornavaca, o Magu, prometeu abrir todo o ecossistema "sem segredos". Os parceiros subiram ao palco para apresentar empresas e produtos usados nos protocolos, com condições especiais para os participantes. Comprar não era obrigatório: a proposta era levar oportunidades.
Sede em Milão, fábrica em Nápoles e cursos para médicos na Promoitalia Academy. Produz o ExoVSlim, a mescla do Michelangelo®, e o gel de pós-procedimento, e trouxe ao Brasil uma linha com peptídeos.
Trabalha com produtos que processam material do próprio paciente, em sistema fechado. Apresentou o ExoCube, base do Renascence®, e os tubos com gel separador usados no preparo.
Montou para cada participante um agente de atendimento com inteligência artificial, a partir de um teste como paciente oculto, e ofereceu uma página de apresentação de presente a quem ainda não tem uma.
Ariane
produção do evento, marca e posicionamento
Dan
vídeo e posicionamento em vídeo
Ricardo Freitas
alfaiataria e estratégia de imagem
Tomás
atendimento com inteligência artificial
Os termos do dia
Cada explicação resume o que foi dito no palco, no sentido em que o termo foi usado na imersão.
Base de todo esvaziador de gordura. Age como detergente biológico e causa a lise dos adipócitos, com uma inflamação proposital.
A gordura logo abaixo do glúteo. Antes de tirar, avaliar se ela sustenta o glúteo, porque tirá-la pode fazê-lo cair.
O motivo do intervalo de 15 dias entre as sessões: o corpo precisa inflamar e desinflamar antes da aplicação seguinte.
Celulite com septos fibrosos marcando a pele. Não se resolve com enchimento: os septos precisam ser soltos, com agulha.
Como ele define o estético: entra por último, quando o corpo está regulado e em processo de emagrecimento.
Primeiro pilar: tratar comorbidades como diabetes e dislipidemia antes de qualquer procedimento estético.
O estético visto pelo paciente como uma etapa conquistada depois de tratar a primeira fase. Cria vínculo e confiança.
O uso conjunto dos dois protocolos: o Michelangelo® seca e revela a anatomia, o Renascence® desenha.
Kit em sistema fechado que processa o sangue do próprio paciente e separa um líquido com exossomos. É a base do Renascence®.
O líquido do ExoCube densificado em filler, usado para volume e flacidez no lugar do ácido hialurônico, com fatores de crescimento.
No protocolo, o líquido obtido do sangue do paciente, rico em fatores de crescimento. Não são exossomos puros.
A mescla do Michelangelo®: ácido desoxicólico como base, peptídeos, enzimas e linoleato de carnitina numa só ampola, produzida pela Promoitalia.
Gel com peptídeos para depois do procedimento: continua a sustentação e a criação de colágeno, resfria a área e dá conforto.
O protocolo da clínica para o rosto de quem emagrece, em quatro pilares: bioestimulação, sustentação, reestruturação e manutenção.
A gordura antiga, que volta sempre que o paciente engorda e costuma ser a última a sair.
Otimizar a composição e a redução corporal para chegar a um físico equilibrado e saudável, com a parte médica regulada antes.
As linhas que separam os gomos do abdômen. Nunca são retas: têm angulação, de gomo a gomo.
A solução de anestesia de soro e lidocaína com vasoconstritor, meio a meio, distribuída por um único pertuito.
A linha no meio do abdômen. Junto com a margem em volta do umbigo, é onde nunca se aplica.
Gordura já inflamada, difusa e fora do subcutâneo. O esvaziamento funciona, mas dói e incha mais, e a paciente deve ser avisada.
A área de gordura delimitada na palpação, abordada por inteiro pelos vetores da cânula. No abdômen, vai até a crista ilíaca.
A parte mais importante do protocolo. A execução se aprende com repetição; a metodologia está no desenho.
O protocolo para glúteos, com uma mescla em duas fases e cinco pilares: mescla, bioestimulador, ácido hialurônico, estímulo muscular e tecnologias.
Esperada depois do procedimento. Passa em média em duas semanas, com massagem modeladora, e o paciente deve ser avisado antes.
O ponto de entrada da cânula, sempre na parte de baixo da loja.
O inchaço logo depois da aplicação, que pode assustar o paciente. O resultado mais bonito vem depois.
A dobra de gordura palpada. Tamanho e densidade definem a dose de cada ponto. Acima de 3 mm, já dá para atuar.
O uso só do líquido dos exossomos, sem virar filler, para reconstruir o tecido depois de retirar uma fibrose.
Os vetores da cânula em leque para cima, que sustentam a pele depois do esvaziamento.
Segundo pilar: todo procedimento causa trauma e inflamação, e num corpo já inflamado o resultado piora.
Puxar com a mão para ver onde fica a cintura e o que está sobrando. Se nada muda, pode ser gordura visceral.
A centrífuga em que o tubo fica a 90 graus, usada no preparo do ExoCube.
Coleta e processamento sem abrir o tubo, sem contato com o ar.
A retirada, com cânula, de uma fibrose entremeada que a mescla sozinha não dissolveria.
A técnica de preenchimento do glúteo com cânula, que projeta e, ao puxar a cânula, solta aderências.
Agulhamento com radiofrequência. Pode entrar na mesma sessão do Michelangelo®. No Renascence®, não sobre a área volumizada.
Sempre uma flechinha para onde se quer levar. No Michelangelo®, sempre para cima.
Pensar o corpo em luz e sombra: volumizar o que deve aparecer e trabalhar sulcos para criar sombra.
Terceiro pilar: tratar a queixa do paciente, mas entregar a visão do corpo inteiro.
Nenhum termo encontrado.
Bonito na hora, e mais bonito depois
"Vai ficar bonito na hora, e vai ficar muito mais bonito daqui pra frente." A frase, dita sobre o processo regenerativo, resume a lógica do dia: tratar antes, respeitar a anatomia e deixar o tempo trabalhar a favor do resultado.
Este resumo cobre o primeiro dia da Imersão Michelangelo® + Renascence®, em 31 de outubro de 2026.